Cabo Verde precisa de políticos que coloquem o interesse público acima das diferenças
Vivemos num tempo em que a política ocupa grande parte das discussões da nossa sociedade. Cada cidadão tem as suas opiniões, as suas preferências e a sua forma de avaliar aqueles que assumem responsabilidades na condução dos destinos do país e das nossas ilhas. As diferenças de pensamento fazem parte da democracia e devem ser respeitadas.
Mas, acima das diferenças políticas e partidárias, existe algo que deveria ser comum a todos: o compromisso com o interesse público.
Para mim, a questão é simples. Quem quer que esteja no poder deve procurar, dentro das suas capacidades, exercer as suas funções com honestidade, responsabilidade e dedicação, procurando sempre fazer o melhor possível pelas pessoas que representa.
Cabo Verde é um país pequeno, mas com enormes talentos. Temos pessoas com conhecimentos, capacidade, experiência e vontade de contribuir para o desenvolvimento das nossas comunidades. O que precisamos é de criar condições para que esses talentos possam ser colocados ao serviço do país, independentemente das suas preferências políticas.
É tempo de arregaçarmos as mangas e trabalharmos juntos.
Não podemos esquecer aqueles que mais precisam da nossa atenção. Os idosos, as famílias mais pobres, as pessoas em situação de maior vulnerabilidade e todos aqueles que, por diferentes razões, enfrentam dificuldades devem estar no centro das nossas preocupações.
Estamos em 2026. O país enfrenta desafios que exigem menos divisões e mais capacidade de diálogo, cooperação e trabalho. A política não deveria ser vista apenas como uma disputa pelo poder, mas também como uma responsabilidade perante as comunidades e as gerações futuras.
Podemos discordar sobre caminhos, estratégias e prioridades. Podemos apoiar partidos diferentes e ter visões diferentes sobre o futuro de Cabo Verde. Mas isso não deve impedir-nos de reconhecer que existem causas que estão acima das nossas diferenças.
A nossa ilha precisa de pessoas dispostas a trabalhar, a ouvir e a procurar soluções. Precisa de dirigentes comprometidos, mas também de cidadãos participativos e dispostos a contribuir.
Esta é, no fundo, a reflexão que gostaria de deixar neste momento: independentemente de quem esteja no poder, devemos exigir honestidade, responsabilidade e dedicação ao serviço público. E, enquanto cidadãos, também temos o dever de fazer a nossa parte.
É tempo de trabalharmos juntos pelo bem das nossas comunidades e de Cabo Verde.
Moisés, meu irmão, continua focado e segue a tua caminhada. Tenho orgulho no trabalho que estás a desenvolver e na forma como tens procurado dar voz à nossa comunidade.
Brava News, sempre forte!
Armando Madeira






















