Emigrante nos Estados Unidos apela à solidariedade para apoiar Centro de Dia na ilha Brava

Maria Fernandes, emigrante cabo-verdiana residente nos Estados Unidos, manifestou disponibilidade para continuar a apoiar iniciativas destinadas aos idosos da Brava. Com experiência profissional na área de cuidados a idosos, pretende reforçar a colaboração com a Cruz Vermelha e o Centro de Dia Dona Edith Gomes da Silva. Fernandes apelou ainda aos emigrantes cabo-verdianos para contribuírem, dentro das suas possibilidades, destacando que mesmo pequenas ajudas podem melhorar as condições, o bem-estar e a dignidade dos idosos.

Oct 1, 2026 - 12:00
 0  38
Emigrante nos Estados Unidos apela à solidariedade para apoiar Centro de Dia na ilha Brava

A emigrante cabo-verdiana Maria Fernandes, residente nos Estados Unidos da América, manifestou hoje disponibilidade para continuar a apoiar iniciativas sociais destinadas à população idosa, apelando também aos emigrantes para que contribuam. Maria Fernandes, que trabalha nos Estados Unidos na área de cuidados a pessoas idosas, considera que a experiência profissional que tem adquirido reforça ainda mais o seu compromisso com esta causa e, por isso, apela à união de todos, dentro das suas possibilidades, para o bem-estar dos idosos da ilha.

“Nos Estados Unidos, o meu trabalho é cuidar dos idosos. Por isso, estou sempre pronta para ajudar com o que posso, para que todos sejam bem tratados”, afirmou. Durante a sua permanência na Brava, a emigrante pretende estreitar a sua ligação com a Cruz Vermelha e com o Centro de Dia Dona Edith Gomes da Silva, instituições que desempenham “um papel importante” no apoio e acompanhamento da população idosa. Para Fernandes, o apoio aos idosos deve ser uma responsabilidade partilhada, envolvendo não apenas as instituições, mas também a comunidade, os familiares e, sobretudo, os cabo-verdianos residentes no estrangeiro.

Nesse sentido, deixa um apelo aos emigrantes espalhados por diferentes países para que contribuam com aquilo que estiver ao seu alcance. Segundo a mesma, mesmo uma pequena contribuição pode fazer diferença quando se transforma num gesto colectivo de solidariedade. “Não é preciso ter muito para ajudar. Cada pessoa pode contribuir com aquilo que puder. O mais importante é não esquecer os nossos idosos e procurar garantir que tenham melhores condições, carinho e dignidade”, sublinhou.

A iniciativa pretende igualmente incentivar uma maior aproximação entre a comunidade emigrada e as instituições sociais da Brava, criando oportunidades para que os emigrantes possam apoiar, de forma regular ou pontual, projectos destinados aos idosos. Maria Fernandes considera-se, assim, uma parceira da Cruz Vermelha e do Centro de Dia Dona Edith Gomes da Silva, colocando a sua experiência e disponibilidade ao serviço de uma causa que considera fundamental para a comunidade.