Embaixador critica aquisição de navio para ligação Fogo–Brava e pede esclarecimentos
Embaixador critica navio anunciado para a rota Fogo–Brava, questiona segurança e pede esclarecimentos sobre a aquisição.
O embaixador Manuel Amante da Rosa manifestou críticas públicas à recente aquisição de um navio destinado à ligação marítima entre as ilhas do Fogo e da Brava, anunciada pelo Primeiro-Ministro Ulisses Correia e Silva no contexto das deslocações eleitorais.
Numa comunicação dirigida aos presidentes das câmaras municipais das duas ilhas, o diplomata questiona a adequação da embarcação, alegando que o navio, construído em 1982, com cerca de 25 metros de comprimento e capacidade de carga de 25 toneladas, não reúne condições técnicas suficientes para operar com segurança no canal entre o Fogo e a Brava, considerado exigente do ponto de vista marítimo.
Segundo o embaixador, a embarcação não possui configuração ro-ro nem características que garantam o transporte de passageiros em condições adequadas de segurança e conforto. A crítica estende-se ao processo de aquisição, que considera ter sido feito com precipitação e com motivações eleitorais.
Manuel Amante da Rosa defende que a decisão poderá comprometer futuras soluções mais adequadas para assegurar a ligação entre as duas ilhas, sublinhando a importância de transparência no processo.
Na mesma comunicação, solicita às autarquias locais que procurem obter informações detalhadas sobre o navio, incluindo especificações técnicas, condições de aquisição, custos envolvidos e a sua real capacidade de responder às necessidades de mobilidade de pessoas e bens.
O diplomata alerta ainda para a necessidade de acompanhamento institucional destes processos, apelando a uma atuação preventiva por parte dos municípios, de forma a garantir a defesa dos interesses das populações locais.
























