Francisco Tavares critica gestão de Amândio Brito por "Ocultar" apoio do Governo na aquisição de viatura

Cidade de Nova Sintra, 13 de Maio de 2026 (Bravanews) - O ex-Presidente da Câmara Municipal da Brava, Francisco Tavares, lançou críticas à atual gestão municipal, liderada por Amândio Brito, acusando o executivo de omitir deliberadamente a origem dos fundos utilizados para a aquisição da mais recente viatura da autarquia.

May 13, 2026 - 17:55
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Francisco Tavares critica gestão de Amândio Brito por "Ocultar" apoio do Governo na aquisição de viatura

Segundo Tavares, existe uma tentativa clara por parte da actual liderança em não reconhecer publicamente que o investimento foi viabilizado através do financiamento direto do Governo de Cabo Verde, especificamente via Fundo do Ambiente.

Em declarações que estão a agitar as redes sociais e os círculos políticos locais, Francisco Tavares foi categórico ao afirmar que a transparência institucional está a ser posta de lado em favor de uma narrativa política de "autossuficiência" que, segundo ele, não corresponde à verdade dos factos.

"A viatura foi adquirida com o financiamento do Governo de Cabo Verde via Fundo do Ambiente. Há um esforço da CMB para não afirmar que conseguiu algo graças ao financiamento do Governo", afirmou o ex-autarca.

Tavares recordou que esta modalidade de financiamento não é inédita e que, durante o seu mandato, equipamentos cruciais foram obtidos da mesma forma, citando como exemplos, O camião compactador de Lixo (que referiu estar atualmente "abandonado em Ponta Baixo") e a máquina Retroescavadeira.

Para o ex-Presidente, a postura da equipa de Amândio Brito revela uma ingratidão institucional que pode prejudicar a relação entre o poder local e o poder central. Tavares defende que a população da Brava tem o direito de saber que os projetos e equipamentos que chegam à ilha são fruto de uma parceria estratégica com o Governo da República, e não apenas de iniciativa municipal isolada.

O ponto central da acusação reside na estratégia de comunicação da actual Câmara. Segundo Francisco Tavares, ao omitir o papel do Fundo do Ambiente e do Governo, a CMB tenta capitalizar politicamente sobre conquistas que dependem financeiramente de verbas externas destinadas à melhoria do saneamento e da logística urbana na ilha.

A denúncia traz de volta ao debate público o estado de conservação do património municipal. Ao mencionar o Camião Compactador de Lixo "abandonado", Tavares não só ataca a falta de reconhecimento do financiamento, mas também questiona a capacidade de manutenção e gestão dos activos da ilha pela atual equipa camarária.