Militantes da CPR do PAICV na Brava manifestam incómodo com decisão da Comissão Política Nacional sobre cabeça de lista
Cidade de Nova Sintra, 10 de Março de 2026 (Bravanews) - Vários membros da Comissão Política Regional (CPR) do PAICV na ilha Brava manifestaram incômodo e surpresa perante a decisão da Comissão Política Nacional do partido relativamente à escolha do cabeça de lista pelo círculo eleitoral da ilha nas próximas eleições legislativas.
Segundo informações chegadas à redação da Bravanews, a decisão anunciada a nível nacional não corresponde à proposta que havia sido formalmente deliberada pelos órgãos regionais do partido na Brava.
Numa mensagem enviada à Bravanews, o presidente da Comissão Política Regional esclareceu que a CPR da ilha reuniu-se e tomou uma posição clara e unânime quanto ao nome que deveria liderar a lista do partido no círculo eleitoral da Brava.
“A CPR votou de forma unânime em Carlinhos Martins para cabeça de lista e Clóvis nem sequer foi tema de conversa nem teve nenhum voto por parte da CPR”, afirmou o responsável.”
A declaração revela que, no entendimento da estrutura regional, a proposta enviada à direção nacional do partido indicava claramente Carlinhos Martins como a escolha consensual dos membros da Comissão Política Regional.
A situação tem gerado algum desconforto entre militantes e dirigentes locais do PAICV na Brava, que questionam os critérios utilizados pela Comissão Política Nacional para a escolha final do cabeça de lista.
De acordo com fontes internas do partido na ilha, muitos militantes entendem que os Estatutos do PAICV atribuem às Comissões Políticas Regionais um papel importante no processo de indicação de candidatos, sobretudo no que diz respeito à preparação e proposta das listas nos respectivos círculos eleitorais.
Nesse sentido, alguns membros consideram que a proposta regional deveria ter tido maior peso na decisão final tomada pelos órgãos nacionais do partido.
O episódio volta a trazer ao debate interno no PAICV a forma como são elaboradas as listas de candidatos a deputados, particularmente o equilíbrio entre as propostas das estruturas regionais e as decisões tomadas pelos órgãos nacionais.
Embora os estatutos do partido estabeleçam que a aprovação final das listas cabe às instâncias nacionais, vários militantes defendem que as propostas apresentadas pelas Comissões Políticas Regionais devem ser respeitadas ou, pelo menos, consideradas de forma mais vinculativa.
Na Brava, onde a dinâmica política é tradicionalmente marcada pelo forte envolvimento dos militantes nas decisões partidárias, o tema está a gerar discussões dentro das estruturas locais.
Perante este cenário, alguns militantes aguardam agora por eventuais esclarecimentos da direção nacional do PAICV sobre os critérios que levaram à escolha final do cabeça de lista pelo círculo eleitoral da Brava.
Enquanto isso, o tema continua a alimentar debates nos bastidores da política local, numa altura em que o partido se prepara para as eleições legislativas de 17 de maio de 2026, consideradas decisivas para o futuro político do país e também para a representação da ilha Brava na Assembleia Nacional.
MS






















