Brava: Técnica do ICCA apela “atenção e o apoio” dos pais na campanha “Mais prevenção menos improviso”

  • 05/12/2019 05:43

 A psicóloga e técnica do Instituto Cabo-verdiano da Criança e Adolescente (ICCA) Edite Brito a apela uma “maior atenção e o apoio” dos pais e encarregados da educação na campanha “Mais prevenção menos improviso”.

Esta responsável fez este apelo em entrevista à Inforpress, sobre a programação e o calendário das actividades que vão ser realizadas no âmbito da campanha.

Segundo Edite Brito, esta campanha é uma actividade “de criança para criança”, feita em parceria com o ICCA e o Ministério da Educação, que está sendo trabalhada neste ano lectivo 2019/20, no sentido de orientar as crianças sobre a realidade da ilha.

Prosseguiu, explicando que as crianças expõem as suas problemáticas através de desenhos, músicas, teatros, vídeos, pinturas, realizando as suas actividades nas salas de aula para depois serem mostradas à população.

Entretanto, para levar esta campanha adiante, foi criada uma comissão constituída por esta técnica e por membros da área da educação, onde estes membros vão trabalhar conjuntamente com os professores, dando-lhes assistência técnica e estes, por sua vez, vão orientar e trabalhar com os alunos na sala de aula.

Conforme a mesma fonte, os professores vão criar uma equipa com cerca de dez alunos, dentro da sala de aula, para confeccionar os trabalhos, que serão divulgados de criança para criança, de forma a surtir efeitos para as crianças desde as mais pequenas às mais avançadas.

Tendo em conta a realidade da ilha, a ideia é, depois de confeccionarem os trabalhos, as crianças alcançarem também as instituições, escolas, jardins infantis, igrejas, associações, entre outras, trabalhando na divulgação.

Questionada sobre o impacto que esta campanha já está a ter no meio estudantil, Edite Brito avançou que ainda não houve impacto directamente com os alunos, tendo em conta que ainda estão a trabalhar com os professores.

Relativamente aos docentes, a mesma fonte salientou que, ao que parece, “não estão a entender muito bem o objectivo”, uma vez que “da forma que abordaram a comissão nas apresentações, pensam que deveria ser a própria comissão a fazer esta campanha”.

Daí, aproveitou para explicar que não é a comissão, uma vez que a campanha é de criança para criança e são elas que vão fazer as actividades dentro das salas de aula para depois demonstrarem as outras crianças.

“Os professores vão organizar, realizar os seus planos e introduzirem esta campanha em alguma disciplina para que possa ser trabalhada”, disse a técnica.

Segundo a técnica, o que ela pode fazer é prestar o seu apoio a qualquer momento, para esclarecer dúvidas sobre a campanha, dar seguimento e monitorizar as escolas, mas o trabalho, reforçou, tem de ser feito pelos próprios alunos.

Aos pais e encarregados da educação, Edite Brito pede um “maior engajamento” nesta campanha, sublinhando que muitos deles não possuem conhecimento da forma como podem conduzir as crianças em casa ou na escola.

A campanha, reforçou, é “dia-a-dia da criança, a vivência, o que pode servir de uma orientação para esta camada”.

MC/JMV

Inforpress/fim