Brava: Pescadores apelam a medidas de apoio em períodos de mar agitado
Cidade de Nova Sintra, 26 de Janeiro de 2026 (Bravanews) - Em tempo de mar agitado, quando as condições oceânicas impedem a saída para a faina, os pescadores voltam a enfrentar dias de grande incerteza e dificuldades económicas. Em várias comunidades piscatórias da ilha Brava, a impossibilidade de ir ao mar significa ausência total de rendimento, deixando muitas famílias numa situação de vulnerabilidade social.
Segundo relatos de pescadores artesanais, sempre que o mar se encontra revolto e as autoridades marítimas desaconselham a navegação, a atividade fica completamente paralisada. “Quando o mar fecha, fecha tudo. Não há pesca, não há venda, não há dinheiro para sustentar a família”, desabafa um pescador, sublinhando que a pesca é, em muitos casos, a única fonte de rendimento do agregado familiar.
Perante este cenário recorrente, os profissionais do mar apelam às autoridades competentes para a criação de alternativas que possam minimizar o impacto económico destes períodos de inatividade forçada. Entre as propostas apresentadas está a implementação de um mecanismo de apoio social ou um tipo de seguro específico para os pescadores, que garanta um rendimento mínimo sempre que as condições do mar não permitam a faina.
Os pescadores defendem que não se trata de pedir subsídios permanentes, mas sim de um sistema de proteção que reconheça a natureza imprevisível e arriscada da actividade piscatória. “Nós não ficamos em terra por vontade própria. É por segurança, para não arriscar vidas humanas”, reforçam.
Além do impacto económico, os períodos prolongados de mar agitado afetam também o abastecimento de pescado nos mercados locais, com reflexos nos preços e na segurança alimentar das populações, sobretudo nas ilhas mais dependentes da pesca artesanal.
As comunidades piscatórias esperam que este apelo seja ouvido e que se avancem com políticas públicas que valorizem o setor das pescas, garantindo dignidade, segurança e estabilidade às famílias que vivem do mar, mesmo quando o mar não permite trabalhar.
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