Fogo: Águabrava aguarda resposta da ANAS sobre encontro para negociar a questão de água para agricultura

A Empresa Intermunicipal de Águas, Águabrava, já solicitou um encontro com a Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANAS) para negociar a questão da tarifa de água para agricultura na Região Fogo/Brava, revelou fonte da Águabrava.

Oct 20, 2023 - 13:05
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Fogo: Águabrava aguarda resposta da ANAS sobre encontro para negociar a questão de água para agricultura

O presidente da Assembleia-Geral da Águabrava em exercício, Fábio Vieira, disse à Inforpress que na sequência da deliberação da última assembleia realizada no passado mês de Agosto o administrador/delegado iniciou o processo negocial com a ANAS solicitando um encontro para analisar a tarifa de água para agricultura.

“O administrador/delegado solicitou um encontro com a ANAS e estamos a aguardar o feedback por parte do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) para de seguida num encontro entre Águabrava, ANAS e o Governo aquilatarmos as medidas mais adequados a tomar com relação à gestão de água de rega a nível da região Fogo/Brava”, disse o presidente da Assembleia-geral da empresa intermunicipal.

A problemática da gestão da água para a agricultura na Região Fogo/Brava foi analisada pelos accionistas da empresa Águabrava na última assembleia-geral e chegaram à conclusão de que a gestão de água de rega está a resultar mais em custos do que benefícios para a empresa, tendo em conta que o custo de produção de água está estimado em 192 escudos/metro cúbico e o preço da água para rega é de 62 escudos por metro cúbico, menos de um terço do valor da produção.

A média anual dos encargos financeiros suportados pela empresa, resultando do fornecimento de água para agricultura e pecuária situa-se na ordem dos 30 mil contos, já que 40 por cento (%) da água produzida é destinada à agricultura e pecuária que é vendida a preço inferior.

Os dados da Águabrava apontam que de 2018 a 2021 duplicou-se o volume de água para rega, passando de cerca de 138 mil metros cúbicos, em 2018, para 370 mil metros cúbicos em 2021 e que nesse período a empresa deixou de arrecadar 120 mil contos, em consequência do fornecimento de água para agricultura e pecuária.

A lista de pedidos de ligação de água para agricultura ultrapassa uma centena e meia e a empresa há muito que deixou de fazer novas ligações para fornecimento de água para agricultura e foi obrigada a racionalizar o fornecimento de água aos agricultores, dia sim/dia não e durante determinado tempo como forma de evitar o acumular de despesas com água de rega.

Com relação à realização de uma assembleia-geral para eleição de novos órgãos sociais da empresa, depois do impasse ocorrido na última assembleia-geral, Fábio Vieira disse que está a articular com os accionistas e o administrador/delegado para analisar o melhor momento para promover a reunião.

Inicialmente programado para Setembro, a assembleia ainda não tem uma data determinada, mas Fábio Vieira defende que a eleição do novo conselho da administração deve ser eleita o mais breve possível para criar todas as condições para que Águabrava continue a exercer a sua missão de abastecer água a todas as famílias a nível da Região Fogo/Brava.

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