Brava: Pastores de Cachaço preocupados com escassez de água e o elevado número de cães vadios

  • 26/04/2019 04:58

Os pastores da localidade de Cachaço estão preocupados com a escassez da água, e com os cães vadios, que estão atacando os animais, dificultando assim a criação e manutenção do gado.

João, um dos pastores desta zona, conhecido por Rei do Gado na ilha, em declarações à Inforpress salientou que a principal dificuldade que estão enfrentando nesta época é conseguir água para dar de beber aos animais.

Este pastor disse ter várias espécies e cabeças de gado e em termos de pastagem, ainda está dando para “desenrascar”, agora em termos de água, os pastores têm de levar os seus animais para “montada”, para aproveitar uma cisterna construída no tempo do Ministério do Desenvolvimento Rural (MDR), porque a água fornecida na rede domiciliária é “insuficiente”.

Um outro pastor da localidade, Henrique Pereira, comentou que tem um número mais reduzido de animais, até porque, “mais de metade” foi atacado por cães vadios, reduzindo ainda mais o seu gado.

Entretanto, em termos de pasto, este diz que a única solução é levar os animais para montada e aí aproveitam para beber.

O mesmo diz temer mais perda de animais por causa dos cães, porque são estes animais que lhe garantem o leite que vende ou produz queijo, para ter algum dinheiro, de forma a suprir outras as necessidades.

A falta de água e a redução dos animais também está repercutindo na quantidade de leite produzida e disponibilizada e simultaneamente na produção de queijo.

Maria Mendes, uma produtora de queijo, contou que costuma comprar leite nos pastores, produz, vende e de quinze em quinze dias, acerta as contas com os pastores.

Mas, com a diminuição da água e da qualidade do pasto, esta produtora salientou que está tornando difícil manter o nível de produção que sempre teve, uma vez que o leite reduziu para 50 por cento (%), diminuindo automaticamente a produção, que em outros tempos, exportava para a ilha de Santiago.

Perante estas situações, os pastores esperam que sejam tomadas as respectivas medidas em relação aos cães, pois, a criação de gado e produção de queijo é a única fonte de rendimento dos moradores da zona, uma vez que, “a chuva tem sido pouca e não dá para aguentar uma plantação de sequeiro”, finalizou o Rei do Gado.

MC/ZS

Inforpress/Fim