Futebol/ Brava: Benfica pretende formar equipa jovem para a próxima época

  • 28/08/2019 15:42

A equipa do Benfica pretende trazer para a época que se avizinha jogadores jovens, extraídos da sua escola de futebol, podendo ser complementada com alguns jogadores que já jogaram na época anterior.

Esta informação foi avançada à Inforpress pelo presidente do clube, António da Lomba, que salientou que a sua equipa não parou desde que terminaram os jogos do campeonato regional e da Taça Brava.

Segundo o mesmo, os preparativos para a época estão a decorrer “na normalidade”, visto que os treinos e os trabalhos tem sido contínuos.

É  da escola, constituída por mais de 80 alunos de diversas faixas etárias, que a equipa directiva vai extrair o seu plantel, que, conforme avançou o dirigente, vai ser constituído por 23 a 25 jogadores.

Pretende-se assim, segundo António da Lomba, formar uma equipa jovem, contando com um reforço de algum outro jogador que participou na época anterior.

A mesma fonte salientou que a sua equipa tem enfrentado “diversas dificuldades” para participar no campeonato e nas outras provas, principalmente por ser uma equipa que fica na freguesia de Nossa Senhora do Monte, onde não há um campo para treino.

“Nós trabalhamos por amor, pois se não fosse por isso o clube já se teria extinguido, não temos apoio e o subsídio que a câmara municipal atribui às equipas não chega nem para pagar o transporte para os treinos e participar nos campeonatos, quanto mais para as outras despesas”, desabafou o dirigente.

Sobre a questão dos jogadores estarem a jogar mediante contrato e pagamento mensal, António da Lomba salientou que é um problema também enfrentado pela sua equipa, e é por isso que estão insistindo na escola de futebol, como uma forma de “educar” os atletas e ensiná-los a praticarem o desporto por amor.

É neste sentido que desafia os outros clubes a seguirem a mesma iniciativa, “acreditando e apostando nos talentos” da ilha para poderem “dar ênfase e continuidade” ao desporto bravense.

“Se for para pagar não há como dar continuidade ao desporto na ilha, onde os clubes, se não encontrarem apoios da comunidade emigrada, são extremamente pobres”, concluiu o dirigente.

 

MC/AA

Inforpress/Fim