Igrejas alertam para o surgimento de falsos profetas que usam o nome de Deus para enganar fiéis

Cidade de Pawtucket, 21 de Janeiro de 2026 (Bravanews) - Durante cultos e missas realizadas nas últimas semanas, padres e pastores têm reforçado alertas à comunidade sobre o aparecimento de falsos profetas, pessoas que se apresentam como “enviados de Deus” ou líderes espirituais, mas que, segundo as lideranças religiosas, utilizam a fé como instrumento de engano e enriquecimento ilícito.

Jan 21, 2026 - 19:31
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Igrejas alertam para o surgimento de falsos profetas que usam o nome de Deus para enganar fiéis

Nas mensagens dirigidas aos fiéis, tanto na Igreja Católica como em diferentes denominações evangélicas, os líderes religiosos têm apelado à vigilância, ao discernimento e ao fortalecimento da fé consciente, sublinhando que nem todos os que invocam o nome de Deus o fazem com intenções verdadeiras. “Nem todo aquele que diz ‘Senhor, Senhor’ age em nome de Deus”, tem sido uma das passagens bíblicas mais citadas durante as homilias e pregações.

De acordo com os alertas, esses falsos profetas recorrem frequentemente a promessas de curas milagrosas, soluções imediatas para problemas familiares, financeiros ou de saúde, e até garantias de prosperidade rápida, exigindo em troca pagamentos, ofertas elevadas ou contribuições financeiras contínuas. Em muitos casos, as pessoas mais vulneráveis — doentes, desempregados ou emocionalmente fragilizadas — acabam por ser as principais vítimas.

Padres e pastores têm sido unânimes ao afirmar que a fé não deve ser comercializada nem usada como meio de exploração. “Deus não cobra para abençoar”, frisou um líder religioso durante um culto, acrescentando que qualquer prática que coloque o dinheiro acima do amor, da verdade e do serviço ao próximo deve ser vista com desconfiança.

As igrejas apelam ainda para que os fiéis procurem orientação junto de líderes reconhecidos, comunidades estruturadas e instituições religiosas com histórico de transparência. Em caso de suspeita de burla ou aproveitamento da fé alheia, as autoridades civis também devem ser informadas, pois, além de uma questão espiritual, trata-se muitas vezes de um problema social e legal.

O alerta surge num contexto em que aumentam relatos de pessoas que se dizem enganadas após entregarem quantias significativas de dinheiro a supostos líderes espirituais, sem que as promessas feitas tenham sido cumpridas. Para as lideranças religiosas, o combate a estas práticas passa pela educação espiritual, pela informação e pela união das comunidades.

As igrejas reafirmam que a fé verdadeira deve libertar, fortalecer e trazer esperança, e não medo, culpa ou prejuízo financeiro. O apelo final deixado aos fiéis é claro: acreditar em Deus, mas sem deixar de usar a razão, o discernimento e o bom senso.