Brava: Destacamento da Guarda Costeira é uma solução estruturante e com uma missão muito clara – PM

  • 08/11/2022 15:08

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, disse hoje, em Nova Sintra, que a colocação de um destacamento da Guarda Costeira na Brava é uma “solução estruturante” e que possui uma missão “muito clara”.

O chefe do Governo falava à imprensa após uma visita efectuada na manhã desta terça-feira ao destacamento, evidenciando que nesta manhã o barco “Ilhéu dos Pássaros” saiu na sua primeira operação, efectuando a transferência de doentes da ilha Brava para o Hospital de São Filipe na ilha do Fogo.

Segundo a mesma fonte, este destacamento é para cobrir a região Fogo e Brava, não só nas operações de emergência médicas, mas também de vigilância marítima, busca e salvamento e todas as operações que se encontram dentro do quadro da missão da Guarda Costeira em termos de vigilância e segurança marítima.

Ulisses Correia e Silva garantiu que esta é uma solução efectiva, não estando aqui com dias ou meses contados, mas sim para “garantir a segurança” da população, com um barco que estará sempre disponível para qualquer eventualidade.

Por seu turno, o presidente da Câmara Municipal da Brava, Francisco Tavares, considerou que hoje é um dia marcante na história da Brava, realçando que não é sempre que se vê uma situação resolvida e equacionada soluções para outra, na ilha.

Neste sentido, destacou e reconheceu o empenho da ministra da Defesa e da Coesão Territorial, Janine Lélis, que também se encontrava na ilha e que “tudo fez para que neste dia fosse inaugurado o destacamento militar da Guarda Costeira na Brava”, que para além das missões de fiscalizações, também trará “grandes mudanças” na questão das transferências médicas da Brava para a ilha do Fogo.

Igualmente, o autarca aproveitou para agradecer um bravense residente em São Vicente, o Vasconcelos Lopes Lda, que segundo o mesmo, desde a primeira hora disponibilizou uma das suas habitações na Brava para ser a casa desta Unidade Militar.

Os bravenses também se congratularam com este destacamento, não só os residentes, mas também a comunidade emigrada, como no caso de João Delgado, um bravense, residente nos EUA, que considerou este passo “muito importante”, reforçando que a Brava “vivia momentos de muita pressão” sem uma embarcação para socorrer os doentes, tendo relembrado o caso do Djony, que deixou todos tristes.

Entretanto, diz esperar que a solução seja efectiva, para quando acontecer alguma emergência onde é necessário fazer a transferência de doentes que seja efectuada sem a necessidade de esperar outro barco deslocar do Fogo ou de onde estiver, diminuindo assim o tempo de espera.

Até porque, realçou que muitos emigrantes não querem vir visitar a ilha pelo medo de não ter um hospital com todas as condições na Brava e nem um barco que garanta que a transferência para o Hospital do Fogo seja imediata.

Pedro Lomba Morais, bravense, médico, contou que quase toda a sua vida profissional decorreu na ilha e que ter um barco no porto da Furna de forma efectiva é “uma satisfação”.

Pois, como médico, indicou que sempre foi crítico na questão de ter um barco no porto somente para pernoitar, porque, conforme explicou, é preciso ter um barco permanente sim, tendo em conta que não há outro meio de saída da ilha e a emergência não tem hora e nem dia para acontecer.

Com a embarcação no porto para assegurar as transferências de doentes da Brava para o Fogo, Pedro Lomba Morais disse que agora aguarda outra solução a nível nacional que é o Serviço Nacional de Emergência com helicóptero para cobrir todas as ilhas do país.

Na visita, o chefe do executivo foi acompanhado pela ministra de Estado e da Defesa Nacional, Janine Lélis, onde visitaram o destacamento militar da Guarda Costeira, na cidade de Nova Sintra, mas a visita à Unidade Naval da Guarda Costeira, no porto de Furna foi cancelada porque o navio da Guarda Costeira encontrava-se em viagem para a ilha do Fogo para a transferência de doentes.

O navio chegou à ilha no domingo passado e hoje efectuou a sua primeira viagem em uma das suas missões pela qual foi destacado para ficar na Brava.

 

Inforpress/Fim