Brava: PAICV diz que 2019 para os bravenses ficou marcado como sendo um ano de “muitas dificuldades” em todas as áreas

  • 02/01/2020 04:45

O presidente da Comissão Politica Regional do PAICV (CPR – PAICV), Carlos Costa, afirmou hoje que o ano 2019 ficou marcado como sendo um ano de “muitas dificuldades” , em todas as áreas para o povo bravense.

Carlos Costa fez estas afirmações em entrevista à Inforpress, quando fazia o balanço do ano que hoje termina, salientando que quando se fala no emprego, tanto a câmara como o Governo “prometeram” empregos a todos, mas que “até este momento os postos de empregos oferecidos possuem a duração de três meses, e o restante do tempo é desempregado”.

“Estamos a falar de um não marcado pelo mau ano agrícola e neste momento, ao finalizar o ano, não ouvimos e nem vimos nada de soluções. As famílias e agricultores, criadores passam por muitas dificuldades, porque muitas deles depositaram todas as suas esperanças e todas as suas economias na agricultura, em mais um ano que não foi bom”, disse o dirigente da CPR.

Avançou ainda que até este momento, nem a câmara municipal e nem o Governo possuem “soluções práticas” para colmatar esta situação.

Segundo o mesmo, a câmara municipal da Brava “parece” com uma delegação do Governo, onde as únicas obras que estão sendo feitas na ilha são obras do Governo, ressaltando que nem por isso “está a gerar muitos postos de trabalho”.

O responsável partidário afirmou que a autarquia local está “endividada, com mais de cem mil contos de dívidas na banca”, e “sem perspectiva nenhuma” de melhoramento de condições de vida de pessoas, visto que, ajuntou, o que foi feito com o dinheiro “não tem retorno” para dar as pessoas alguma esperança.

“Falamos de um Governo que prometeu felicidade para todos e de uma câmara que diz que está a cumprir, mas no fundo, as pessoas do mundo rural estão abandonadas, foram feitos alguns trabalhos, algumas casas de banho, alguns betões, mas muita gente ficou de fora e sofrida”, analisou Carlos Costa.

Em modo de acusação, realçou que se está a falar de uma câmara onde quando há oportunidade de empregar mestres-de-obras, “escolhe” condutor da instituição para empregar, “em vez de dar oportunidade” a um pedreiro ou pessoas da área.

“Quando uma câmara discrimina mestres-de-obras, pedreiros e serventes em proveito de um funcionário da câmara ou de um militante do seu partido, deixando mestres-de-obras sentados na praça, não está a gerir e nem criar postos de empregos para os desempregados”, acusou a mesma fonte.

Indo mais além, disse que a câmara municipal da Brava “vive” de propagandas e publicidade, usando o facebook para postar algumas obras, o que diz não condenar, mas acrescentou que a sua equipa parte da opinião que devem utilizar o facebook para postar o que não está bem também.

“Falamos de uma câmara que gere somente o facebook, tentando mostrar pessoas a realidade, mas a realidade não está no facebook, mas sim, é andar, conversar com as pessoas e saber o que necessitam”, disse Carlos Costa.

Perante os factos elencados, o presidente da CPR disse que a sua equipa acha que é um ano que “ficou marcado por muitas dificuldades e estamos finalizando sem nenhum alento para o povo”.

MC/JMV

Inforpress/fim