Brava: Músico Arlindo Rodrigues lança o seu primeiro single intitulado “Es agu ki lebabu”

  • 19/12/2019 06:38

O artista bravense Arlindo Rodrigues lançou, no passado dia 15, nas plataformas digitais, o seu primeiro single intitulado “Es agu ki lebabu”, uma morna inspirada na “situação socioeconómica de Cabo Verde.

Em entrevista à Inforpress, este filho da Brava contou que a esta morna foi inspirada na situação socioeconómica de Cabo Verde em especial da ilha Brava.

“Fala do desejo do cabo-verdiano de emigrar e voltar um dia para plantar na sua amada terra aquilo que amealhou no estrangeiro, o que muitas vezes não acontece”, explicou o artista.

Segundo o mesmo, teve alguns meses a trabalhar neste projecto, realçando que não teve grandes constrangimentos e que contou com apoio moral e não só.

Questionado sobre o porquê da escolha do género morna, o artista disse que este género da música tradicional cabo-verdiana sempre lhe “envolveu”, desde criança, destacando que cresceu ouvindo a música tradicional, principalmente a morna.

“Cresci ouvindo músicas do Bana, Ildo Lobo e os Tubarões, Tito Paris, Cesária Évora, Armando de Pina e muitos outros grandes músicos da terra que desde sempre nos abrilhantaram”.

Conforme realçou, a morna sempre lhe encantou e lhe tocou a alma, embora, esclareceu, que goste de todos os géneros musicais tradicionais de Cabo Verde.

Mas, sobre a reacção do público, mesmo que ainda esteja no início, informou que tem recebido várias mensagens de pessoas conhecidas e não só, com “elogios e mensagens de incentivo” para continuar.

Arlindo Rodrigues fez saber que o seu percurso na música iniciou com o concurso de voz local na ilha Brava, e que depois foi viver na cidade da Praia, onde começou a cantar em restaurantes, locais que lhe abriram a porta para o reconhecimento do público e ganhar amigos do mundo da música e não só.

Com este percurso, no mês de Fevereiro, foi convidado pelo grupo “Os Tubarões” para ser vocalista, lembrando que foi uma decisão “difícil” de tomar mas que acabou por abraçar e assumir com “muita responsabilidade”.

Sobre as suas perspectivas, salientou que vai analisar primeiramente a aceitação do primeiro single e depois pretende seguir a mesma linha de música tradicional, com mornas, coladeiras, e quiçá, funaná e outros géneros.

Este trabalho contou com a participação de vários músicos residentes na cidade da Praia, onde na produção, arranjos e violão solo teve o contributo do Ivan Medina, no baixo Vando Pereira, Totinho no Sax, piano Ulisses português, percussão Bruno Lima, na bateria Jorge Pimpa, e pós-produção e áudio no estúdio Zunga Pinheiro.

MC/JMV

Inforpress/fim