Nossa nação sempre existiram negócios obscuros e transações escondidas - Antonio Varela
Povo, por favor — não deixemos que nos ceguem. Esta não é uma questão de partidos nem de ideologias. É uma questão de verdade e consciência coletiva.

Desde os primórdios da nossa nação, os negócios obscuros e as transações escondidas têm sido uma constante. A luta política raramente foi, de facto, pelo povo. A disputa tem sido pela supremacia da riqueza e pelo controlo, deixando a maioria à margem.
Basta olhar à nossa volta. Nas cidades e nas aldeias, erguem-se mansões luxuosas e casas de verão. Muitos dos seus donos são homens e mulheres que se apresentaram como humildes, sem fortuna herdada. E, no entanto, em pouco tempo, tornaram-se proprietários de riquezas inimagináveis. Como? Certamente não foi pela via da transparência e do trabalho árduo.
A verdadeira riqueza não nasce no segredo nem em acordos de bastidores. Constrói-se com perseverança, visão e inovação. É assim no mundo competitivo: sobrevive quem trabalha, quem arrisca, quem cria valor. Essa deveria ser também a nossa realidade.
Cabo Verde é um diamante em bruto. Temos todos os elementos para prosperar, se apenas tivermos a liberdade de construir. Com 365 dias de sol, praias que o mundo admira, águas ricas em peixe e sobretudo o povo conhecido pela sua morabeza, pela honestidade e pela ética no trabalho.
Somos meio milhão de habitantes nas ilhas e mais de um milhão na diáspora. Uma força que pode transformar o destino da nação, se nos libertarmos das correntes do controlo e da opacidade.
Está na hora de erguer Cabo Verde. Está na hora de mostrar ao mundo do que somos feitos.
O futuro não pode ser sequestrado por poucos. O futuro pertence a todos nós.
É a nossa hora. Vamos em frente.