Brava: Deputado do PAICV parabeniza os passos para melhoria da saúde e chama atenção para o sector económico

  • 08/11/2022 15:08

O deputado do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), eleito pelo círculo eleitoral da Brava, parabenizou hoje o Governo pelos passos dados na área da saúde e pede mais atenção no sector económico.

Clóvis Silva fez esta análise em declarações à Inforpress, realçando que quanto a questão da embarcação na ilha, já há algum tempo que se tem reclamado esta necessidade de se ter um meio mais seguro de transferência de doente e o destacamento da Guarda Costeira responde exactamente o anseio da população bravense.

Segundo a mesma fonte, como foi anunciado pela ministra de Defesa, Janine Lélis e pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, a implementação deste destacamento na região Fogo e Brava já se encontrava incluído no plano estratégico desde 2017, tendo sido possível somente hoje e o importante é que esteja cá e que funcione.

Nesta mesma senda, Clóvis Silva anunciou que a embarcação da Guarda Costeira fez hoje a sua primeira transferência de doentes, o que demonstra que no futuro as transferências de pacientes não serão feitas da forma que estavam a ser feitas até agora.

Um outro projecto em que o deputado deixou o seu ponto de vista é em relação ao centro de saúde, um projecto que segundo o mesmo lhe agradou, e que “é algo que se de facto for implementado na ilha vai resolver várias situações de atendimento que tem tido várias reclamações por parte da população”, augurando que seja para breve e que não seja somente um projecto.

Entretanto, alertou ao Governo para analisar a questão da economia da Brava, considerando que a economia bravense se encontra parada, evidenciando que “não há investimentos e nem oportunidades para os jovens da ilha”.

Neste quesito, o deputado do principal partido da oposição reforçou que oportunidades para os jovens da Brava não são idênticas aos da Praia ou do Fogo.

Daí, sublinhou que é preciso trazer investimento para a ilha, e se o privado não está a vir o público tem que vir, principalmente nos sectores chaves, nomeadamente, o sector primário, na produção de alimentos, apoiar os agricultores, criadores, pescadores e outras áreas primárias que não estão a ter oportunidades.

Segundo a mesma fonte, os investimentos reduziram muito nesses sectores e se não houver intervenção pública a ilha vai continuar a ter migração de jovens para outras ilhas e a saída da população rumo ao exterior.

 

Inforpress/Fim