Brava: PAICV faz porta-a-porta para agradecer a confiança do eleitorado e reforçar a mensagem de apoio às zonas

  • 03/11/2020 02:19

O candidato do PAICV para a Câmara Municipal da Brava, Clóvis Silva, manifestou nesta segunda-feira gratidão pelo apoio que a sua equipa recebeu durante as eleições autárquicas de 25 de Outubro e deixou uma mensagem de “compromisso” para com a população bravense.

Em declarações à Inforpress, Clóvis Silva, que protagonizou uma acção porta-a-porta neste fim-de-Autárquicas, explicou que, independentemente do resultado eleitoral, a sua equipa decidiu que no dia em que todos tivessem disponibilidade iriam repetir a caminhada feita durante a campanha, mas desta vez para agradecer e demonstrar a “disponibilidade” da equipa em colaborar com a sociedade.

E como lista é composta maioritariamente por professores, a caravana do PAICV iniciou este percurso no final de semana passada, trajados com a identificação do partido e percorrendo as zonas de Cova Rodela, Cova de Joana, Mato, Cachaço, Nossa Senhora do Monte, Tomé Barras e abordando pessoas que encontravam pelo caminho.

O candidato do PAICV derrotado nos escrutínios do dia 25 de Outubro informou que pretendem dar continuidade a esta caminhada no próximo final de semana, com o intuito de abranger todo o eleitorado bravense.

“Mostramos que o nosso compromisso não termina com a campanha e que naquilo que pudermos apoiar, para reivindicar e exigir que às localidades tenham uma presença mais efectiva do poder público, vamos fazê-lo”, disse Clóvis Silva.

Mas, além do agradecimento e do reforço da mensagem de apoio, a mesma fonte avançou que abordaram o eleitorado sobre a importância da participação das pessoas na vida política.

Já sobre a percentagem de abstenção das eleições autárquicas ocorridas a 25 de Outubro, Clóvis Silva diz fazer duas leituras deste resultado, sublinhando que, por um lado, por Cabo Verde ser um País que não exige como sendo obrigatório o voto, 40 por cento (%) de abstenção “não é alta”, visto que a maioria das pessoas foi às urnas.

Mas, mesmo assim, acentuou que o foco é continuar a incentivar as pessoas a participarem.

Por outro lado, defendeu que na sua opinião, a forma como a política está a ser feita em Cabo Verde acaba por fazer com que muitas pessoas não votem, explicando que, no fundo, estas pessoas já não acreditam na política como uma forma de melhorarem as suas vidas.

Nesta parte, avançou que é preciso mostrar às pessoas que “a participação política não se esgota com o voto”.

“As pessoas têm de participar e temos que fazer muita política social para mostrar às pessoas que há um papel não só partidário, mas também um papel social que têm de exigir dos políticos, independentemente de quem venceu as eleições”, reforçou.

Segundo este político, tem feito isso com os candidatos da lista, mostrando-lhes que devem ter uma participação social para que as pessoas possam rever neles como políticos.

“Os políticos não são somente os que vão ao parlamento, mas também os que participam enquanto militantes do seu partido para apoiar a conseguir o bem comum, através de associações, sindicatos, entidades sociais que apoiam no melhoramento da vida das pessoas”, concluiu Clóvis Silva.

MC/JMV

Inforpress/Fim