Covid-19/Brava: Pais e encarregados da educação confiantes num ano lectivo “tranquilo dentro da nova normalidade”

  • 02/10/2020 05:17

 Os pais e encarregados da educação que acompanharam os seus filhos no primeiro dia de aula, na ilha Brava, dizem estar confiantes, num ano lectivo “tranquilo, dentro da nova normalidade”, que a covid-19 impõe ao sistema educativo.

Carlos Araújo, um dos encarregados de educação que foi levar o filho no primeiro dia de aula, disse estar satisfeito com as medidas que viu implementadas, relativamente à higienização das mãos, dos espaços e pela transparência das informações passadas pelos professores, tanto para os alunos como para os pais.

Segundo Carlos Araújo, as expectativas são as melhores, pensando num “ano de sucesso”, desde que, além das autoridades sanitárias e educativas trabalharem na prevenção da propagação e contaminação pela covid-19, os pais e encarregados da educação colaborem nesta luta em prol de uma melhor educação na ilha.

Também, Vanusa Monteiro, mãe e encarregada de educação, avançou que sempre que se inicia um novo ano lectivo as expectativas são sempre grandes, mas este ano, por ser um ano “atípico” e que exige novos desafios, as expectativas e a preocupação são maiores ainda.

Entretanto, disse acreditar que com a colaboração de toda a comunidade educativa e vigilância, principalmente, por parte dos pais no percurso casa/escola/casa e desde que, o vírus continue sem chegar à ilha, é possível obter “bons resultados no final deste novo ano lectivo que arrancou hoje”.

O director da Escola Eugénio Tavares e responsável do agrupamento de Nova Sintra, David Pascoal Fernandes, considerou que o ano iniciou com “tranquilidade”, mas foi necessário fazer, antes, algumas re-adaptações para acolher as crianças, adolescentes e jovens, para um ano lectivo “sem grandes sobressaltos e com garantia da biossegurança”.

Por ser a única ilha que ainda não registou casos positivos da covid-19, na Brava as aulas vão decorrer nos moldes “tradicionais” com apenas a redução dos intervalos, o que leva o responsável a acreditar, que há tudo para ser um “bom ano”, desde que cada um faça a sua parte.

Aos encarregados de educação pede a colaboração na segurança dos filhos, passando informações sobre os comportamentos que devem e não devem ter neste período, assim como, o acompanhamento pedagógico que deve ser feito sempre.

Amélia Maguy, subdirectora pedagógica do agrupamento da Escola Básica de Nossa Senhora do Monte, também fez um balanço positivo do primeiro dia de aulas, sublinhando que houve uma participação de cerca de 75 por cento (%) dos alunos, e os do primeiro ciclo foram, na maioria, acompanhados pelos pais ou encarregados da educação.

No que tange ao uso das máscaras, evidenciou que todos os alunos a partir dos 12 anos estavam devidamente equipados e mesmo os do primeiro ciclo, onde não é obrigatório o uso das máscaras, a maioria apresentou-se com máscaras.

Neste sentido, pede aos pais que continuem com esta dinâmica e que “acompanhem os filhos nesta batalha para um maior e melhor sucesso dos mesmos”.

Para este ano lectivo, o delegado avançou à Inforpress, que os números rondam os 1.300 alunos, mas que ainda não podem dizer com toda a precisão porque, há alunos que vão matricular-se após o início das actividades lectivas.

MC/HF

Inforpress/Fim