Cabo Verde e Espanha assinam acordo de 1,5 milhões de euros para impulsionar a economia azul

Cabo Verde e Espanha assinaram um acordo de 1,5 milhões de euros para apoiar o desenvolvimento da economia azul entre 2025 e 2027. O financiamento será aplicado na promoção da boa governação marinha e inclusão das comunidades costeiras.

Jul 15, 2025 - 07:00
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Cabo Verde e Espanha assinam acordo de 1,5 milhões de euros para impulsionar a economia azul

Os Governos de Cabo Verde e Espanha firmaram esta quarta-feira, na cidade da Praia, um memorando de entendimento no valor de 1,5 milhões de euros para promover o desenvolvimento da economia azul no arquipélago.

O acordo foi assinado pelo vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças de Cabo Verde, Olavo Correia, e pelo diretor da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID), Antón Leis García, numa cerimónia que marcou mais um passo na histórica e estratégica parceria entre os dois países.

“Com este apoio, daremos passos concretos para consolidar a economia azul como um vetor estratégico para o desenvolvimento sustentável, promovendo a boa governação dos nossos recursos marinhos e criando oportunidades inclusivas para as comunidades costeiras”, destacou Olavo Correia.

O financiamento será de caráter não reembolsável, e será desembolsado em três parcelas anuais de 500 mil euros nos primeiros semestres de 2025, 2026 e 2027. O apoio será canalizado diretamente para o orçamento do Estado cabo-verdiano, fortalecendo a capacidade nacional de implementar políticas voltadas para o mar.

Segundo Antón Leis García, este memorando reforça uma relação de cooperação sólida entre Cabo Verde e Espanha. “Esta iniciativa está orientada para resultados concretos e mensuráveis e visa demonstrar a outros países a importância de trabalharmos juntos pelo desenvolvimento sustentável,” afirmou o responsável da AECID.

Leis também sublinhou que a economia azul é essencial para a diversificação e crescimento económico e que haverá um foco particular no desenvolvimento das comunidades costeiras, que dependem diretamente dos recursos marinhos.

O memorando representa mais do que um compromisso financeiro: é um sinal claro da confiança mútua entre os dois países e do reconhecimento do mar como alicerce estratégico do futuro económico de Cabo Verde.