Covid-19/ Brava: Comissão Municipal de Saúde reúne-se para traçar directrizes sobre a chegada de bravenses retidos na Praia

  • 12/06/2020 21:02

A Comissão Municipal de Saúde da Brava reuniu-se na tarde desta sexta-feira para traçar algumas directrizes com a “possível”chegada dos bravenses retidos na ilha de Santiago, mais concretamente na cidade da Praia, devido à pandemia de covid-19.

Em declarações à Inforpress, o delegado da Saúde, Júlio Barros, avançou que este encontro, que reuniu além do pessoal de Saúde, o responsável da Protecção Civil, Polícia Nacional, presidente da câmara municipal, entre outras forças vivas, a “maior preocupação” foi a questão da realização dos testes PCR em 92 bravenses que se encontram retidos na Praia.

Segundo a mesma fonte, neste encontro foram decididas directrizes a serem colocadas em práticas com a chegada das pessoas da cidade da Praia, assim como possíveis locais de isolamento, caso surgir casos da covid-19 na ilha e a situação da Delegacia de Saúde da ilha que não tem todos os equipamentos necessários para fazer à pandemia.

Anunciou a realização de testes às diversas entidades que mantêm contactos constantes com várias pessoas, apontando o pessoal da Saúde, Polícia Nacional, Protecção Civil, jornalistas, pessoal do banco, estivadores, entre outras.

Questionado sobre as medidas a serem tomadas, caso os bravenses retidos regressarem à Brava ou caso surgir algum caso na ilha, o delegado informou que em termos de medicamentos e complicações, há directrizes a nível nacional sobre os antibióticos, vitamina C e anti-alérgicos.

Já em relação ao espaço inter-hospitalar, avançou que já entrou em contacto com a delegação escolar da ilha, que ficou de ceder uma escola próxima à delegacia de Saúde, para passar a funcionar os serviços do Programa Materno Infantil/Planeamento Familiar –PMI/PF e o espaço na delegacia onde funciona o serviço será transformado em espaço de isolamento caso houver casos positivos.

Em caso de necessidade de mais espaços, a mesma fonte realçou que o presidente da câmara municipal informou-lhe que já há uma pensão, um hotel e mais três casas disponíveis.

Entretanto, explicou que em conversa com o Director Nacional da Saúde, este informou-lhe que caso estas pessoas regressarem, a quarentena “não é obrigatória”.

Embora tenha acentuado que as pessoas vão ter de realizar testes logo à chegada ao cais da Furna, onde já está identificado um espaço para o efeito, e depois de fazer o seguimento via telefone e presencialmente, após de dez dias estas pessoas repetem o teste rápido.

Outra situação que o delegado demonstrou a sua preocupação é o “relaxamento” da população, na via pública, em bares e outros estabelecimentos.

Nesta particular anunciou que serão retomadas as mensagens e campanhas de sensibilização sobre a covid-19, para “chamar a atenção e o bom senso das pessoas”.

“A nossa ilha, a nossa estrutura de saúde é pequena, as pessoas não estão a seguir as orientações, corremos o risco de ter casos positivos, o que vai acabar por trazer várias complicações”, alertou o delegado.

Cabo Verde contabiliza até este momento 697 casos acumulados de covid-19 desde que a doença foi notificada no país em Março de 2020, dos quais 294 recuperados e seis óbitos.

MC/JMV

Inforpress/Fim