Brava: ICCA e Delegação Escolar celebram 30 anos da Convenção dos Direitos da Crianças com marcha

  • 20/11/2019 05:55

Alunos da Escola Secundária Eugénio Tavares saíram hoje às ruas de Nova Sintra, na Brava, com cartazes e mensagens dirigidas à população como um alerta para a preservação dos direitos da criança.

Esta marcha foi organizada pelo gabinete do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), na ilha em parceria com o Ministério da Educação, através da delegação escolar da Brava.

Segundo Edite Brito, psicóloga e técnica do ICCA na Brava, a marcha foi realizada para comemorar os 30 anos da convenção dos direitos das crianças, mas também para sensibilizar a população bravense sobre os direitos e os deveres das mesmas.

Sobre casos de violação destes direitos na ilha, a técnica avançou que existem casos de violação, mas também, informou que há alguns que são cumpridos, tendo em conta a estatística mensal que tem atendido no gabinete.

Para a diminuição dos casos que ainda existem, a psicóloga parte da opinião de que com mais sensibilizações, mais campanhas e marchas as pessoas vão consciencializar aos poucos e os casos de violação vão diminuir.

No gabinete, adiantou que tem realizado muitas palestras, campanhas nas escolas juntamente com as crianças, pais e encarregados da educação e professores, no sentido de tentar colmatar as dificuldades que tem vindo a surgir na ilha.

Os alunos que participaram na marcha, a maioria possui a noção dos seus direitos e deveres e quais os passos que devem ser dados ao serem violados.

Como é o caso de Erickson Delgado, que salientou que na marcha falaram de muitos dos direitos das crianças, mas os que mais chamaram atenção foi no caso do trabalho infantil, a violência e violação de crianças e adolescentes.

Segundo o mesmo, este apelo é para incentivar os adultos a preservarem os direitos das crianças e a denunciarem os casos de violação, pois, para Erickson, quem presencia e não denuncia é também um agressor.

Élida Monteiro, uma outra aluna, chamou a atenção da população no sentido de não violarem o direito da educação das crianças, pois, defende que “o lugar das crianças é na escola”.

Em relação às crianças em que os seus direitos são violados, a aluna apela aos que possuem conhecimento destes casos que denunciem, permitindo que estas crianças gozem dos seus direitos assim como as outras.

MC/CP

Inforpress/Fim