Brava: Agricultores e criadores de Cachaço esperançosos com sinais da natureza

  • 01/08/2019 04:56

Agricultores e criadores da localidade de Cachaço, uma das zonas mais quentes da Brava, dizem-se “cheios de esperança e convictos” de que o ano vai ser melhor do que os outros em matéria agrícola.

Em conversa com a Inforpress, Henrique Coelho, homem que diz ter mais de 40 anos na faina agrícola, comentou que nestes dias tem visto “vários sinais” que a natureza lhes está a enviar.

E, com isto, o agricultor mostrou-se convicto, de que se os tempos ainda são os mesmos perante os sinais, e que, por isso, “o ano vai ser bom”.

Segundo o mesmo, a zona hoje se encontra com nevoeiro, chuviscando e, além disso, já se vislumbram muitas formigas conhecidas como “baga-baga”, que, conforme disse, anunciam a chuva, acrescentando que as figueiras e as goiabeiras estão todas “limpas e lisas”.

“Isto é um bom sinal, para nós que já estamos em contacto com a natureza e com o mundo da faina agrícola há vários anos”, realçou Henrique Coelho.

Adiantou ainda que, de acordo com a sua previsão, de terça-feira em frente os chuviscos vão continuar, intensificando aos poucos e, no domingo, dia da Santana de Campo Baixo, vai haver chuva mesmo.

José da Rosa, um agricultor e pastor com dezenas de anos no terreno, por seu lado, parte da mesma opinião do seu colega, salientando que se não houver pragas para atacar as culturas e produções o ano “promete”.

O que, para os agricultores da zona, conforme sublinhou, é um “ganho enorme”, porque, uma zona que depende meramente destas actividades económicas, falta de chuva quer dizer “miséria” e bom ano agrícola é semelhante a “fartura e riqueza”.

Questionados sobre os preparativos para o cultivo do milho e de outras sementes de sequeiros, salientaram que nas zonas mais baixas como Cova Joana, Cova Rodela, Campo Baixo e em diversas outras, já começaram a sementeira, mas que na localidade de Cachaço os terrenos já estão todos preparados.

Os agricultores têm marcado a sementeira para o dia 03 de Agosto, pois, conforme realçaram, é hábito combinarem uma data para que todos participem e semeiam os seus terrenos.

MC/AA

Inforpress/Fim