Mato: Uma localidade que regride no tempo

  • 07/01/2017 00:00

 

 

Conhecida pelas suas gentes, de caracter, amáveis e de respeito, a localidade do Mato, na Brava, parece que estagnou no tempo. Quem nos confidenciou foi Adilson Bango, um jovem irreverente, que sempre colocou a Brava em primeiro lugar, conforme afirma.

Jovens desanimados, desemprego crescente, associação comunitária mórbida, ausência do poder publico, falta de investimentos de peso, polivalente local degradado e um sem numero de outros problemas caracterizam o dia a dia de uma localidade que já foi referencia na ilha.

Mato, hoje, dorme no sopé do imponente monte Fontainhas, triste e abandonada.

Grande parte dos seus filhos, homens e mulheres valorosos, residem fora da localidade e grande parte no estrangeiro, sem plano de voltarem. Ainda com agravante de levarem o remanescente, colocando a zona na iminência de despovoamento.

Contactada, alguns moradores afirmam que nada do que tem sido planeado e projectado para a localidade tem sido suficiente para motivarem os mais jovens a ficarem ou os emigrantes e regressarem. A fixação para população, segundo Bango, “passa por investimentos que proporcionam emprego fixo e de longa duração, de equipamentos sociais de ocupação dos tempos livres e aposta na formação de adolescente, preparando-os para o mercado de trabalho”.