Brava: Associação satisfeita com participação dos bravenses em campanha de rastreio e marcha

  • 19/11/2019 06:16

A Associação Cabo-verdiana de Luta Contra Cancro (ACLCC) mostrou-se satisfeita com o nível de participação de homens e mulheres na campanha de rastreio de cancro e na 2ª marcha Novembro Azul na ilha Brava.

A associação, em parceria com as estruturas sanitárias da região Fogo/Brava, iniciou sábado, 16, no âmbito da campanha Novembro Azul um conjunto de actividades de sensibilização e rastreio dos cancros de colo de útero, mama e próstata, e hoje realizaram os rastreios e uma marcha em Nova Sintra.

Cornélia Miranda Pereira, responsável da ACLCC, demonstrou-se “satisfeita” com o número de participantes, o que segundo a mesma “ultrapassou” as expectativas da associação na ilha, “principalmente” com a presença de homens nos rastreios.

A responsável adiantou que na ilha houve uma “boa adesão” dos homens, além das mulheres que normalmente participam nestas campanhas, e da projecção que tinha sido feita, considerou que conseguiram alcançar mais de 80 por cento (%) daquilo que era previsto ser feito na ilha.

Mesmo com a satisfação alcançada, a dirigente salientou que a ACLCC continua a pedir aos homens para se que dirigirem aos centros de saúde, porque do público que têm, prevalece sempre as mulheres, o que quer dizer que os homens precisam apostar mais na prevenção da saúde.

Isto, conforme a mesma, deve-se a ao trabalho de terreno feito pela Delegacia de Saúde e incentiva a equipa em continuar com a campanha de sensibilização.

Por seu turno, o médico Sidónio Monteiro também fez um balanço “extremamente positivo”, tendo em conta a adesão da população bravense nas campanhas de rastreio e na marcha, em comparação com outras ilhas.

Segundo o mesmo, tiveram a oportunidade de falar com as pessoas, transmitir-lhes informações sobre o cancro da próstata, seja na hipertrofia benigna de próstata ou no cancro, pedindo a colaboração junto das outras pessoas que não participaram no sentido de se unirem a luta contra o cancro da próstata.

Do lado da próstata, avançou que atingiram perto de 100 homens, nas três localidades onde fizeram rastreios.

O que pede aos homens é que apostem na prevenção e com o enfoque na necessidade de cada um a partir dos 45 anos preocuparem-se com a próstata.

O delegado de Saúde da ilha, Júlio Barros, disse esperar que tendo em conta as recomendações que os especialistas deixaram que a população esteja cada vez mais atenta e que procure os serviços de saúde para despistes.

E para o cancro do útero, a partir de 40 anos, e 45 para cancro de próstata, será elaborado um plano de seguimento em que os homens e mulheres nesta idade são seguidas trimestralmente, agindo na prevenção.

MC/AA

Inforpress/Fim