Brava: Festeira há 33 anos considera que esta é a melhor Santana di Campo que já se realizou

  • 06/08/2019 03:42

Júlia Moreno, festeira da bandeira de Nha Santana di Campo, considerou que esta foi a melhor que já festejou, perante o decorrer de todas as actividades e rituais religiosos que foram levados a cabo para esta celebração.

A festeira, falava à Inforpress na noite deste domingo, após a finalização de todos os rituais em honra a santa.

Segundo a mesma, com os 33 anos a frente desta bandeira, sempre havia algo que falhava, mas este ano, “a Santa Ana colocou a mão e fez que tudo desse certo”.

Esta diz acreditar que os pequenos sobressaltos que tinham vindo a acontecer foram “provações e tentações”, para ver até onde ia a sua fé com esta santa e a sua determinação em seguir adiante, mesmo perante as adversidades.

E, adiantou que, este ano, a bandeira voltou a ficar na sua casa, porque hoje em dia ninguém quer “brincar” mais.

“Todos estão correndo da responsabilidade, da canseira e das despesas”, disse a festeira, acrescentando, que além dos jovens não estarem a interessar-se muito pela cultura e longevidade da mesma, o “junta-mon” que antes existia, hoje já não é tão visível.

Daí, explicou o facto de muitas pessoas, mesmo tendo fé na santa, não terem coragem suficiente para tomarem esta responsabilidade.

Entretanto, disse que já ficou com a sua bandeira, mas, tem fé que com a ajuda dos emigrantes, alguns bravenses e de todos que tiverem condições, o próximo ano, será ainda melhor do que este.

Em termos culturais e outras actividades, Diolanda Vieira, membro da associação Santana de Campo fez um balanço “positivo”, embora, diz terem tido alguns constrangimentos, tendo em conta o estado do mar que não permitiu a viagem dos artistas que já tinham anunciado.

Mas, destacou que realizaram torneios de futsal e de oril, que decorreram “tudo na normalidade”, miss Santana di Campo, festival com artistas locais e uma feira gastronómica, onde deram oportunidade a mulheres desta zona para exporem os seus produtos, como uma forma de demonstrar-lhes que podem e conseguem ter um rendimento com aquilo que sabem fazer.

Realçou ainda que tiveram apoios diversos, de pessoas na ilha e de emigrantes, mas que o maior entrave que enfrentam é a falta de um espaço próprio para a realização destas actividades, tendo todos os anos de ficar à espera de cedência de espaço por parte de terceiros.

MC/ZS

Inforpress/Fim