Brava: Técnica social da OMCV diz que já é altura de cada um começar a trabalhar dentro de casa a questão da paridade

  • 02/10/2019 15:17

A técnica social da Organização das Mulheres de Cabo Verde (OMCV) Carla dos Santos defendeu hoje que já é altura de cada um começar a trabalhar dentro de casa a questão da paridade de forma a colher frutos mais tarde.

A técnica fez estas considerações em entrevista à Inforpress, explicando que para atingir a paridade ainda há um longo caminho a percorrer, mas, é necessário que cada um comece a trabalhar com os seus filhos dentro de casa, nas questões de divisão de tarefas, mostrando-lhes que não existe trabalho para meninas e trabalhos para meninos.

Segundo a mesma, deu exemplo com divisão de tarefas dentro de casa, mas poderia dar exemplo com outros tipos de participação como nos cargos de chefias e não só.

Pois, conforme adiantou, os adultos é mais difícil mudar a mentalidade, mas as crianças são educadas e vão crescer com aquilo que passamos a elas.

Por isso, defende que já é altura de começar a “pensar, a reflectir e a reproduzir na sociedade”.

“Está na altura de prepararmos os nossos jovens, a nossa sociedade para sabermos aceitar as diferenças de opiniões e saber aceitar que todos nós temos a mesma capacidade de contribuir para o desenvolvimento do nosso país”, disse Carla dos Santos.

A mesma fonte adiantou que a própria palavra paridade diz par, então, o que se quer segundo a mesma é estar num nível igual.

“Quero contribuir enquanto mulher, da mesma forma que um homem pode ser dado a oportunidade para o desenvolvimento do país”, reforçou a técnica.

Relembra ainda, que não estamos numa competição, acrescentando que a mulher não quer ser mais do que nenhum homem, mas também não quer que nenhum homem seja mais do que ela. O que querem é estar num mesmo patamar.

Segundo Carla dos Santos a luta não é fácil. Mas já é altura de cada um fazer a sua parte, quer seja em casa, na escola e na sociedade em geral.

A nível da OMCV, salientou que tem vindo a dar formações, mas, todos os dias possui também a preocupação de dar assistência a mulheres com a sua família, pois não vejam uma mulher com a única figura, mas sim a família inteira.

É neste sentido que adiantou que pretendem continuar a dar a assistência em todas as esferas à mulher, continuar a sensibilizar em todas as ribeiras e cutelos, até chegar no patamar 50 – 50.

MC/CP

Inforpress/fim