Caso de assalto à mão-armada à agência do BCN na Boa Vista: Tribunal aplica ao mentor do crime 16 anos de prisão e condena os três restantes acusados a 12 anos de cadeia

  • 01/11/2018 10:27

O caso de assalto à mão-armada à agência do Banco Cabo-verdiano de Negócios (BCN) na Boa Vista culmina, esta terça-feira, com a sentença aos quatro primeiros acusados, um dos quais agente da Polícia Nacional. O Tribunal da primeira instância aplicou ao mentor do crime 16 anos de prisão e aos três restantes arguidos a pena de 12 anos de cadeia efectiva a cada um. O quinto suspeito, que é advogado estagiário e deputado do Movimento Basta no poder da Câmara dirigida pelo Edil José Luís Santos, aguarda o julgamento por se encontrar em prisão preventiva e sob a investigação.

Este caso de assalto à mão aramada, com sequestro de funcionários do BCN, abalou a ilha das Dunas e o pais em geral. Segundo os residentes, felizmente culminou hoje,30, com fortes penalizações aos quatro supostos assaltantes julgados - um dos implicados julgados é agente da Policia Nacional. Há ainda o deputado e líder da bancada municipal do Movimento Basta, no Poder na Câmara de Boa Vista, que aguarda o julgamento por estar ainda em prisão preventiva e sob a investigação judicial.

Relativamente os primeiros julgados, a Polícia Judiciária, através do Núcleo de Prevenção e Investigação Criminal da Boa Vista, informa que a sentença dos quatro indivíduos acusados de assalto ao balcão da agência do BCN, na ilha da Boa Vista, foi lida esta terça-feira, 30, tendo um dos envolvidos, o mentor do crime, sido condenado a 16 anos de prisão e os restantes três a 12 anos de prisão a cada um.

Relativamente ao quinto indivíduo envolvido no caso - um advogado estagiário e deputado municipal (Líder da bancada do Grupo Basta no Poder na Câmara Municipal), cuja suposta participação no crime foi denunciada durante o julgamento, encontra-se a aguardar os ulteriores trâmites processuais em Prisão Preventiva.

É de salientar que que este assalto à mão armada à agência do BCN, na ilha da Boa Vista, ocorreu no dia 29 de dezembro de 2017, estando entre os envolvidos um Agente de Segunda Classe da Polícia Nacional.

Detidos entre os dias 30 de dezembro de 2017 e 02 de janeiro de 2018, os acusados foram julgados entre os dias 8 e 10 de outubro do corrente ano, tendo a sentença da primeira instância sido lida esta terça-feira.