Primeira edição do festival “Nha téra, nha kretchêu” supera expectativas da organização

  • 19/09/2019 05:57

A activista social e cultural Melany Vieira disse hoje que a primeira edição do festival “Nha téra, nha kretchêu”, realizada no passado domingo em Pawtucket, Estados Unidos, mereceu um “balanço positivo” por parte da organização e dos participantes.

Em declarações à Inforpress, a activista social e cultural avançou que, primeiramente, o evento contou com uma participação do dobro do número de pessoas que esperavam, pois, prepararam para cerca de 500 pessoas, mas apareceram cerca de 1000 pessoas.

Esta participação segundo a mesma, já é motivo de orgulho e incentivo para a organização, mas o ‘feedback’ que têm recebido dos participantes é “maior ainda”.

“Não posso dizer que alcançamos a 100 por cento (%) o nosso objectivo, porque nada é perfeito. Mas com mais experiência, mais tempo e dedicação, vamos melhorando”, disse a organizadora, acrescentando que vão trabalhar para chegarem pelo menos nos 99% nas próximas edições.

Este evento foi uma oportunidade para os cabo-verdianos “matarem a saudade” dos práticos típicos do país e das músicas tradicionais, além de terem a oportunidade de “refrescar” ou “conhecerem” alguns marcos históricos do arquipélago.

Melany Vieira explicou que organizaram com comida tradicional, embora lamenta a não participação de uma tenda que ia representar a ilha de Santo Antão, com a expectativa que na próxima edição possa ter a participação de nove tendas a representar as nove ilhas habitadas de Cabo Verde.

Na questão musical, referiu também que houve alguns constrangimentos, tendo em conta que alguns músicos não apareceram para dar suporte a alguns artistas, dificultando assim a actuação dos mesmos no evento.

Mas, ressaltou que muitos participaram e fizeram “jus” a causa. A mesma fonte lamenta o facto de a organização não possuir meios para contratar banda suporte para garantir a actuação de todos os artistas.

Questionada sobre uma próxima edição, Melany Vieira adiantou que pretendem repetir o evento no próximo ano, embora ainda não há uma data exacta, mas a previsão é para ser na mesma época da primeira edição.

Segundo a mesma é uma época que não está muito frio nem muito quente, há menos actividades na rua e este vento é uma forma de encerrar o Verão.

E, para o próximo ano, promete que a organização vai preparar um espaço mais amplo e com mais produtos cabo-verdianos para a exposição.

MC/CP

Inforpress/fim