Ilha Brava/Óbito: Edil e deputados da Nação da Brava expressam pesar pela morte do ex-parlamentar José Domingos

  • 05/01/2019 20:14

O edil bravense, Francisco Tavares, e os deputados David Gomes (MpD) e Clóvis Silva (PAICV), expressaram hoje profundo pesar pela morte do ex-deputado José Domingos, falecido hoje, na Cidade da Praia, vítima de doença.

Em declarações à Inforpress, o presidente da Câmara Municipal da Brava, Francisco Tavares, salientou que quem teve a oportunidade de conversar com José Domingos viu nele uma “biblioteca viva”, uma figura que nutria um profundo amor pela ilha que o viu nascer há 80 anos.

“Foi um filho bravense que não fugiu ao seu destino da emigração, teve muito sucesso e depois resolveu regressar e marcou a história da ilha como sendo o primeiro ex-emigrante que, após regressar à sua ilha, foi eleito deputado nacional na lista de um dos partidos”, recordou o autarca.

A fonte lembrou ainda o contributo cultural que o extinto deu à ilha, considerando-o um “autodidacta” que tocava muitos instrumentos.

Para o deputado nacional David Gomes, José Domingos “foi mais um filho da Brava que partiu, uma pessoa que deu muito para a sua ilha natal”, recordando que passou anos a construir uma embarcação que muitas vezes serviu a ilha, principalmente em algumas evacuações.

Além disso, reconheceu o seu contributo enquanto deputado nacional, eleito para a Brava, durante uma legislatura, destacando que em termos culturais também a ilha ficou mais pobre, pois, era um “exímio” tocador de vários instrumentos de corda.

Por sua vez, o deputado Clóvis Silva, do PAICV, em mensagem enviada à Inforpress, considerou o ex-deputado “uma imagem que ultrapassa a política partidária porque como todos dizem na ilha, ele para ajudar não olhava para a cara das pessoas e nem para as opções políticas”, tanto mais, sublinhou, “onde quer que passasse, apoiava sempre os necessitados.

“Ele teve uma consciência social muito grande”, adiantou Clóvis Silva, explicando que, tendo em conta tudo o que o antigo parlamentar fez, nada deixou a Brava “mais marcada” que os anos em que fazia e mantinha a ligação Fogo/Brava com os seus próprios recursos, através do seu iate, jornada que chegou a fazer até de madrugada e nunca recusando transportar quem quer que fosse.

Para Clóvis Silva, a morte deste homem – seu “grande amigo” – é uma perda “enorme e irreparável”, pois “dificilmente” a ilha “terá na sua história uma figura como esta”.

“O que espero é que as autoridades dêem o devido valor e destaque à sua imagem, de modo a que os mais jovens recordem que neste dia 5 de Janeiro de 2019 a Brava deve sempre se recordar de quem foi o Djou, colocando o seu nome em locais públicos e a detalhar a sua vivência para que possa ser lembrado pelos seus feitos e pelo seu grande carácter”, suplicou o deputado do PAICV.

MC/JMV

Inforpress/fim